Após quatro dias de combate, o incêndio que atingiu o sul da Espanha foi estabilizado neste domingo (12), segundo o presidente do governo da Andaluzia. As chamas obrigaram quase 1.500 moradores a deixarem suas casas e destruíram milhares de hectares na região. Iniciado na última quinta-feira (9), em Andaluzia, na província de Almería, o fogo carbonizou carros, destruiu áreas inteiras e deixou 13 mortos – o incêncio chegou a avançar em uma velocidade de 100 metros por minuto. Os evacuados começaram a retornar neste domingo.
Condições Meteorológicas Favoráveis Permitiram Controle do Incêndio
As chamas consumiram cerca de 7.000 hectares, o equivalente a 380 estádios do Maracanã, em um perímetro de mais de 40 quilômetros. As condições meteorológicas favoráveis, com ventos menos intensos e maior umidade, permitiram que os bombeiros começassem a controlar um dos incêndios mais letais da história recente da Espanha.
Presidente da Andaluzia Anuncia Estabilização do Incêndio
“As condições meteorológicas da noite foram extremamente positivas e (…) podemos dar esta boa notícia da estabilização deste incêndio tão cruel”, afirmou neste domingo (12) o presidente do governo da Andaluzia, Juan Manuel Moreno Bonilla. Segundo Moreno, os moradores que ainda permanecem desalojados poderão retornar às suas casas “de maneira escalonada”. Ele classificou o momento como “o princípio do fim do incêndio terrível”.
Situação das Vítimas e Desaparecidos
O fogo avançou rapidamente por uma área marcada por ravinas e casas isoladas, cercando algumas das vítimas enquanto elas tentavam escapar. A maioria dos mortos era formada por estrangeiros. A região atrai muitos moradores de outros países, principalmente britânicos, que escolhem o leste da Andaluzia para viver, manter casas de férias ou passar temporadas, atraídos pelo clima ensolarado e pela tranquilidade do local.
Impactos das Mudanças Climáticas na Espanha
As autoridades ainda adotam cautela em relação ao número de desaparecidos e aguardam a conclusão das autópsias e da identificação dos corpos encontrados. O processo foi atrasado porque “a coleta de amostras dos familiares está sendo complexa, já que eles estão viajando de outros países”, informou o Centro de Integração de Dados em comunicado. A Espanha está entre os países europeus mais afetados pelos impactos das mudanças climáticas e tem registrado, nos últimos anos, ondas de calor mais frequentes e prolongadas. As temperaturas, que muitas vezes ultrapassam os 40ºC, aumentam o risco de incêndios florestais de grandes proporções.
