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A revolução do teste de HPV por autocoleta: relato de uma experiência pessoal

A revolução do teste de HPV por autocoleta: relato de uma experiência pessoal

Recentemente, fui convidada por um laboratório de medicina genômica para participar de um projeto inovador que envolvia a realização do teste de papilomavírus humano (HPV) por autocoleta. Essa nova tecnologia permite que a própria paciente faça, sem sair de casa, o procedimento inicial para detectar a presença do vírus responsável pelo câncer de colo do útero em todo o mundo.

A evolução do teste de HPV

A autocoleta é uma alternativa ao tradicional papanicolau e consiste em um teste de biologia molecular DNA-HPV, mais moderno e sensível. Enquanto o papanicolau tem uma precisão entre 50% e 60%, o DNA-HPV alcança até 98% de acurácia. Essa nova estratégia já é recomendada pela Organização Mundial da Saúde e está presente no SUS de 12 estados brasileiros.

Benefícios da autocoleta

A autocoleta é uma forma de atender a mais mulheres, especialmente aquelas em locais remotos, em situação de vulnerabilidade social ou com condições específicas, como vaginismo. Além disso, o teste em casa pode beneficiar o público trans, que muitas vezes evita os exames em clínicas devido ao medo de julgamentos.

O processo de autocoleta

Antes de realizar o teste, é preciso seguir algumas recomendações, como não ter relações sexuais, não usar cremes vaginais e evitar exames ginecológicos próximos à data. O kit de autocoleta é composto por uma haste plástica e um tubo com meio conservante para a amostra.

A experiência pessoal

No dia agendado, fui visitada por uma técnica que me orientou sobre o procedimento. Apesar do receio inicial, o teste foi simples e rápido. A inserção da haste vaginal, a rotação e a coleta duraram apenas alguns segundos. Embora tenha enfrentado algumas dificuldades, o processo foi concluído com sucesso e a amostra foi entregue à técnica coletadora.