A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da importação de todos os medicamentos da empresa Excelvision, fabricante de colírios e géis oftálmicos para diversas marcas globais. Esta ação foi motivada por um alerta sanitário internacional emitido pela agência regulatória da França, país onde a fábrica está localizada.
Alerta internacional e motivos da proibição
O alerta também foi reconhecido nos Estados Unidos pela Food And Drug Administration (FDA), que identificou a presença de mofo, manchas pretas e descoloração em alguns produtos da empresa. A FDA emitiu uma carta de advertência em relação a esses problemas. No entanto, a Anvisa esclareceu que, até o momento, não foram encontrados lotes de medicamentos da Excelvision no mercado brasileiro, tornando a medida considerada preventiva.
Marcas afetadas e decisões da Anvisa
Além de proibir novas importações de qualquer produto da Excelvision, a Anvisa suspendeu a comercialização dos colírios Hyabak e Thealiz Duo, fabricados na unidade francesa desde 5 de junho deste ano. Mesmo que esses produtos sejam distribuídos no Brasil pela União Química, a empresa assegurou que os lotes disponíveis no mercado brasileiro não são afetados pela proibição.
Orientações aos consumidores
A Anvisa recomenda que os consumidores verifiquem a rotulagem dos produtos para confirmar o local de fabricação. Caso tenham sido produzidos pela Excelvision na França e dentro do período atingido pela medida, a recomendação é não utilizá-los e contatar a empresa diretamente.
Medicamento ainda não vendido no Brasil
A decisão também inclui a proibição da importação do medicamento Zonidra, que possui registro na Anvisa, mas ainda não foi introduzido no mercado brasileiro. Este produto, de propriedade do laboratório Cristália, será produzido localmente quando disponibilizado no Brasil, não mais pela Excelvision.
Justificativa da Anvisa
A Anvisa adotou essa medida preventiva para evitar a entrada no país de medicamentos fabricados em uma unidade considerada incompatível com as boas práticas internacionais. A agência busca garantir a qualidade, esterilidade e segurança dos medicamentos, mesmo antes que exista uma confirmação de riscos para os consumidores brasileiros.
