A família Religiosa de Caroline Pinto dos Santos, uma mulher de 32 anos que faleceu após ter o corpo queimado em uma cerimônia em um terreiro de candomblé na Zona Oeste do Rio, está questionando o uso de fogo dentro de um ambiente fechado. A vítima teve 65% do corpo queimado durante o incidente.
Questionamentos da Família (religiosa)
Carina dos Santos, irmã de Caroline, relatou que a vítima estava agachada em um canto quando foi atingida pelas chamas enquanto limpava um produto perto de estátuas sagradas. Ela destacou a presença de diversas crianças no terreiro, ressaltando que era um ambiente fechado.
Carina questionou o motivo do uso de um produto inflamável em um ambiente fechado, especialmente durante uma cerimônia com a presença de muitas crianças. Ela também criticou a falta de apoio dos responsáveis à família durante o ocorrido.
Detalhes do Incidente
Um vídeo mostrou um homem adicionando mais combustível a uma cumbuca em chamas, o que resultou no aumento repentino das chamas que atingiram Caroline. O desespero foi evidente entre os religiosos presentes, que tentaram apagar o fogo pedindo por água.
Caroline foi levada para o Hospital Pedro II, em Santa Cruz, mas faleceu 25 dias depois do ocorrido. Ela deixa três filhas, que expressaram sua dor e saudade nas redes sociais.
Posicionamento da Responsável Religiosa
A yalorixá responsável pela cerimônia publicou uma nota de esclarecimento nas redes sociais, destacando que o babalorixá do terreiro não teve envolvimento com o uso de combustível na cerimônia. Ela afirmou que o ritual era conduzido por ela e seu esposo, classificando o incidente como um acidente inesperado e imprevisível.
A situação foi registrada na delegacia e inicialmente tratada como lesão corporal culposa, sendo posteriormente encaminhada para investigação.
