O uso da inteligência artificial (IA) na campanha eleitoral deste ano é motivo de atenção, especialmente para o ministro Nunes Marques, que está à frente do Tribunal Superior Eleitoral. Especialistas alertam que a tecnologia pode contribuir para o aumento da circulação de notícias falsas em um contexto de polarização política e baixo letramento digital.
Desafios e ações para combater as fake news nas eleições
Jonatas Moreth, advogado eleitoral, destaca que a Justiça Eleitoral atua para coibir desvios e práticas de manipulação que se aperfeiçoam. Ele faz uma analogia com o esporte, comparando o processo eleitoral ao doping e antidoping, onde a tecnologia pode estar à frente das medidas de controle.
O professor Marcus Ianoni, do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense, ressalta que a capacidade da Justiça Eleitoral em lidar com a situação dependerá da disponibilidade de profissionais qualificados. Ele expressa dúvidas sobre se a estrutura burocrática existente será suficiente para lidar com a sofisticação do uso da inteligência artificial para manipular eleitores.
Prioridades do ministro Nunes Marques no TSE
Uma das prioridades destacadas para o ministro Nunes Marques à frente do TSE é enfrentar os efeitos negativos da inteligência artificial nas eleições. Ele também visa promover o debate e garantir o direito de resposta de todos os envolvidos no processo eleitoral, além de buscar diálogo com os tribunais regionais e atender às demandas do país. (inteligência artificial)
Jonatas Moreth ressalta que Nunes Marques busca articular toda a Justiça Eleitoral e trabalhar de forma unificada com os tribunais regionais. A postura dos tribunais, se mais interventiva ou liberal, pode ser determinante no combate às fake news durante as eleições.
Desafios na divulgação de pesquisas eleitorais (inteligência artificial)
Marcus Ianoni expressa preocupação com a divulgação de pesquisas eleitorais e destaca a importância de fiscalização efetiva para garantir que as regras sejam respeitadas e evitar manipulações. A legislação existente pode ser adequada, mas é necessária uma auditoria mais precisa na realização das pesquisas para evitar fraudes. (inteligência artificial)
Jonatas Moreth aponta que, apesar das regras que exigem registro na Justiça Eleitoral e informações detalhadas, ainda falta uma auditoria mais cuidadosa na realização das pesquisas para garantir transparência e evitar manipulações.
