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Trump afirma que tutela dos EUA sobre a Venezuela pode durar anos

Trump descarta eleições imediatas na Venezuela

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01.03.2024 - Reunião bilateral com o Presidente da República B
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Da redação do 8k/ Fotos: Reprodução

Publicado em: 9 de janeiro de 2026 às 01:45

 

A primeira pergunta a se fazer parte da premissa sobre qual configuração política se desenha na Venezuela a partir da invasão dos EUA e a captura de Maduro nos primeiros dias de janeiro de 2026. Em primeiro lugar é interessante observar que a estratégia de Donald Trump difere drasticamente das tentativas anteriores de “mudança de regime” (como foi a de 2019), que agora foca em uma estabilização pragmática e autoritária, em vez de uma transição democrática liberal.

Senão, vamos analisar as evidências atuais que confirmam os seguintes pontos como a sintomática manutenção da estrutura do regime, tipo “Modelo Delcy”.

Pois em vez de empossar a oposição, Trump optou por manter Delcy Rodríguez, a vice de Maduro no poder. A lógica é que o aparato chavista já possui o controle social e militar necessário para evitar o caos. Sob a ameaça direta de extradição ou ataques cirúrgicos, essa estrutura agora opera como uma “subsidiária” dos interesses americanos. Isso garante a extração de petróleo sem a anarquia de uma guerra civil prolongada.

A distância mantida de Maria Corina Machado e Edmundo González reforça que o objetivo não é a redemocratização, e sim a sua marginalização.

Para a administração Trump, a oposição democrática é vista como instável ou ideologicamente desalinhada com o modelo de exploração direta. Trump prefere negociar com quem já detém as armas e a burocracia, desde que sejam submissos.

Um dos pilares da invasão foi a aplicação agressiva da Doutrina Monroe. A prioridade estratégica foi desmantelar a influência da China, Rússia e Irã na região. China perde de acesso preferencial ao petróleo para pagamento de dívidas. Já a Rússia, sofrerá a desestruturação do apoio técnico-militar que sustentava Maduro, será traduzido como a expulsão de potências rivais.

Trump não usou de rodeios e foi explícito ao afirmar que o petróleo venezuelano deve servir para baixar os preços da energia nos EUA e beneficiar empresas americanas. A nomeação de figuras falcões para monitorar o setor energético venezuelano indica que a economia do país está sendo tratada como um ativo estratégico dos EUA, e não como uma economia nacional soberana.

Além do fator econômico, a ocupação serve como um laboratório de poder. Ao controlar a Venezuela, Trump envia um sinal para o restante da América Latina sobre as consequências de desafiar a hegemonia americana. Simultaneamente, o controle direto do território permite aos EUA implementar medidas de contenção migratória diretamente na fonte, impedindo o fluxo de pessoas antes mesmo de saírem da região.

A operação de 2026 é vista por analistas como uma “anexação funcional”: o país mantém sua bandeira, mas sua política externa, recursos naturais e segurança interna são ditados por Washington, ignorando os anseios democráticos da oposição interna.

O destino de Maduro

Após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar dos EUA em Caracas em 3 de janeiro de 2026, ele enfrenta um processo criminal em um tribunal federal de Nova York

Embora promotores americanos possam, em tese, solicitar a pena de morte devido à gravidade das acusações de narcoterrorismo e conspiração, juristas e analistas consideram essa possibilidade improvável. Isso porque a aplicação da pena capital poderia gerar uma crise diplomática ainda maior e dificuldades com organizações internacionais.

No entanto, a prisão perpétua é considerada o cenário mais provável, caso ele seja condenado. As acusações formais incluem narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína (como líder do Cartel de Los Soles) e uso de armamento pesado, crimes que preveem sentenças máximas de prisão perpétua no sistema federal dos EUA.

Maduro já passou por audiência de custódia no Brooklyn, declarou-se inocente e se autodenominou “prisioneiro de guerra”. O Departamento de Justiça dos EUA recentemente recuou em uma das acusações (a de chefia direta do cartel de drogas), mas as demais denúncias graves permanecem.

A única alternativa para evitar a prisão perpétua seria um eventual acordo de delação premiada com a Justiça americana, seguindo exemplos de outros ex-aliados chavistas.

A possibilidade de uma delação premiada de Nicolás Maduro atingir o presidente Lula é um tema central no debate político atual (janeiro de 2026), mas deve ser analisada sob duas perspectivas: a especulação política e a realidade jurídica dos fatos conhecidos.

Há um cenário político de especulação, principalmente à oposição brasileira e também analistas políticos indicam que uma eventual delação de Maduro poderia ser “o evento mais devastador para a política latino-americana” desde a Operação Lava Jato. 

Parlamentares de direita têm usado as redes sociais para associar o PT e Lula ao financiamento via narcotráfico, baseando-se no histórico de proximidade entre os regimes e nas acusações americanas contra Maduro de liderar o Cartel de Los Soles.

Até o momento, não existem evidências públicas ou acusações formais na Justiça dos EUA que vinculem Lula ao financiamento de campanha por meio de atividades criminosas de Maduro.

As acusações contra Maduro em Nova York, no entanto, focam em narcoterrorismo, conspiração e tráfico de cocaína para os EUA.

Recentemente, o Departamento de Justiça dos EUA até recuou em uma acusação específica sobre a chefia direta de um cartel.

No passado, o ex-general chavista Hugo “Pollo” Carvajal fez afirmações sobre financiamento venezuelano a movimentos de esquerda na América Latina, em delações anteriores, mas o caso foi arquivado na Espanha por falta de provas concretas contra o PT.

Mas o PT tem acionado a Justiça contra o que chama de “narrativas falsas e sem provas” que segundo seus integrantes, tentam ligar o partido ao narcotráfico venezuelano. O governo Lula, como reação, condenou a captura de Maduro, classificando-a como uma “afronta à soberania”.

Embora a delação premiada seja o caminho mais lógico para Maduro reduzir sua pena de prisão perpétua, no entanto para que Lula seja implicado, Maduro precisaria apresentar provas documentais ou financeiras que sustentem tais alegações perante a justiça norte-americana. Até agora, esse cenário permanece no campo da especulação política e das narrativas de campanha para as eleições de 2026.

 

 

 

 

 

 

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