Da Redação
Publicado em: 25 de setembro de 2026 às 00:36
A Semaclique surge como uma nova opção de medicamento injetável à base de semaglutida sintética, recentemente aprovada no Brasil. Este fármaco é conhecido por sua semelhança com o Ozempic, que utiliza uma versão biológica da mesma substância. A Semaclique, no entanto, é produzida por síntese química e foi registrada em agosto. Ainda não disponível nas farmácias, ela promete ser uma alternativa importante para o tratamento de diabetes tipo 2.
O que é a Semaclique?
A Semaclique é um medicamento que utiliza semaglutida sintética, imitando a ação do GLP-1, um hormônio que regula a glicose e o apetite. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou seu uso para adultos com diabetes tipo 2, que não conseguem controlar a doença com alimentação e exercícios físicos. É importante destacar que a Semaclique não está indicada para o tratamento da obesidade.
Diferenças entre Semaclique e Ozempic
Apesar de ambos os medicamentos conterem semaglutida, a principal diferença está na origem da substância. O Ozempic utiliza uma versão biológica, enquanto a Semaclique é sintetizada quimicamente. A Anvisa reconheceu a Semaclique como um medicamento similar ao Ozivy, que serviu de referência para seu registro. Contudo, é crucial seguir as orientações médicas e não substituir ou ajustar as doses sem orientação profissional.
Modo de uso e apresentações
A Semaclique deve ser administrada por via subcutânea, uma vez por semana, utilizando uma caneta multidose. As apresentações disponíveis contêm semaglutida na concentração de 1,34 mg/mL, em volumes de 1,5 mL e 3 mL. O medicamento precisa ser armazenado sob refrigeração, entre 2 °C e 8 °C, antes e após o início de seu uso. A venda é restrita, exigindo receita médica em duas vias.
Produção e comercialização
O registro foi obtido pela Germed, empresa vinculada à EMS, e a comercialização ficará a cargo da Brace Pharma. Embora a aprovação pela Anvisa tenha sido anunciada em agosto de 2026, ainda não há uma data oficial para o início das vendas nas farmácias.
Efeitos colaterais e cuidados necessários
Os efeitos colaterais mais comuns associados ao uso da Semaclique são de natureza gastrointestinal, incluindo náusea, vômito e diarreia. É fundamental o acompanhamento médico para monitorar eventuais problemas como desidratação, especialmente em casos de vômitos ou diarreia persistentes, e para ajustar as doses conforme necessário.
Preço e disponibilidade
Ainda não foi definido um preço de venda ao público. O preço máximo ao consumidor será determinado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e pode variar conforme a apresentação e a tributação de cada estado. Assim, é recomendável acompanhar as atualizações para obter informações precisas sobre o custo.
Com a chegada de novas opções terapêuticas como a Semaclique, os pacientes com diabetes tipo 2 ganham mais alternativas para o tratamento da doença, sempre com a devida orientação médica.
