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Ronaldo Caiado é confirmado pelo PSD como pré-candidato à Presidência

Ronaldo Caiado é confirmado pelo PSD como pré-candidato à Presidência

Silvia Pereira/ Fotos: Reprodução

Publicado em: 31 de março de 2026 às 13:23

 

 

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, teve sua pré-candidatura à Presidência da República oficializada pelo PSD nesta segunda-feira (30). Em evento realizado em São Paulo, o político apresentou suas diretrizes de governo, com foco em uma proposta polêmica de anistia e na experiência administrativa como vitrine eleitoral.

Anistia “ampla e geral” para pacificar o país

O primeiro ato de governo de Caiado, caso eleito, seria a concessão de uma anistia ampla, geral e irrestrita. Segundo o pré-candidato, o objetivo é encerrar a polarização política no Brasil.

  • Foco em Bolsonaro: Caiado citou explicitamente a possibilidade de incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro na medida.

  • Visão sobre a polarização: Para ele, o embate político atual não reflete a sociedade, mas sim um projeto de poder que pode ser superado por uma via externa ao conflito direto.

A disputa interna no PSD e o apoio de Kassab

A oficialização ocorreu após um processo interno de seleção conduzido por Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. Caiado superou outros nomes de peso do partido:

  1. Eduardo Leite (RS): Demonstrou descontentamento com a escolha, afirmando que a candidatura de Caiado pode manter a polarização.

  2. Ratinho Júnior (PR): Desistiu da disputa na última semana.

Kassab reconheceu que a decisão foi “difícil”, mas enfatizou que a vasta experiência política de Caiado pesou na escolha final.

Pilares da pré-candidatura: Segurança, Economia e IA

Caiado utilizou os índices de aprovação de sua gestão em Goiás como principal argumento para sua viabilidade nacional:

  • Segurança Pública: Defendeu o combate direto às facções criminosas como base para a estabilidade do Estado.

  • Inovação e IA: O governador posicionou-se contra regulações que freiem a tecnologia, defendendo um modelo que incentive o desenvolvimento da Inteligência Artificial com punições apenas para abusos.Economia: Defesa da livre iniciativa e crítica aos juros elevados que compõem o “Custo Brasil

  • Três governadores apontados como opções de Kassab para representarem as convenções do PDS à Presidência da República para o pleito de 2026
    No início, os três políticos escolhidos por Kassab do PSD

Após a definição do partido, Leite deve permanecer no comando do governo gaúcho e pode direcionar seus esforços para uma candidatura ao Senado. Apesar da derrota interna, ele indicou que não pretende abandonar a trajetória política e deixou em aberto a possibilidade de disputar novos espaços no futuro.

Semanas antes porém, o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), afirmou durante entrevista coletiva que a decisão que o levou a desistir da corrida à Presidência da República foi muito difícil e que “família e compromisso com os paranaenses” influenciaram o recuo.

Já Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, oficializou Ronaldo Caiado como o pré-candidato do partido à Presidência da República para as eleições de 2026 em 30 de março de 2026,  apontou que sua escolha pelo nome de Caiado deveu-se a decisão que foi motivada por um conjunto de fatores estratégicos e políticos:
  • Viabilidade Eleitoral: Kassab afirmou que Caiado foi escolhido por ser o nome com maiores chances de chegar ao segundo turno das eleições presidenciais.
  • Perfil Combativo: O presidente do PSD aposta no perfil mais combativo do governador de Goiás para enfrentar a polarização política atual.
  • Desistência de Concorrentes Internos: A escolha foi acelerada após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que não demonstrou a mesma motivação
  • Trajetória e Marcas Políticas: Interlocutores do partido avaliaram que Caiado possui marcas mais consolidadas em sua trajetória política e maior experiência administrativa acumulada.
  • Pressão Política: O próprio Caiado exerceu forte pressão política interna, o que acelerou as discussões que Kassab pretendia estender por mais tempo.
Embora Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) também estivesse no páreo, Kassab optou por Caiado, o que gerou a necessidade de conversas para realinhar a base e evitar fissuras internas no partido.
Com a consolidação de Ronaldo Caiado como o nome do PSD para 2026, Gilberto Kassab agora trabalha para acomodar as ambições de Ratinho Júnior e Eduardo Leite, evitando que a escolha gere debandadas ou divisões internas.
Aqui estão os papéis desenhados para cada um:
Ratinho Júnior (Paraná)
O governador do Paraná, que liderava algumas bolsas de apostas internas, recuou da disputa presidencial, mas permanece como uma peça central no tabuleiro:
  • Consolidação Regional e Senado: O caminho natural para Ratinho Júnior em 2026 é a disputa por uma das duas cadeiras do Senado Federal pelo Paraná [3]. Ele é vistocomo um “puxador de votos” essencial para manter a hegemonia do PSD no Sul.
  • Articulador Político: Kassab conta com ele para manter a unidade do partido em uma região onde o bolsonarismo é forte, servindo de ponte entre o centro e a direita mais conservadora [4, 5].
  • Futuro Executivo: Ao focar no Senado agora, ele preserva seu capital político para uma possível candidatura presidencial ou vice-presidencial em ciclos futuros (2030).
Eduardo Leite (Rio Grande do Sul)

Leite, que recentemente migrou para o PSD, tinha expectativas de ser o rosto da “terceira via” renovada. Seu papel agora é mais complexo:

  • Voz Programática e Moderada: Ele deve atuar como o contraponto progressista dentro do partido, ajudando a formular o plano de governo e garantindo que o PSD não se desloque totalmente para a direita conservadora de Caiado [2, 5].
  • Senado ou Missão Nacional: Assim como Ratinho, o Senado é uma saída honrosa e estratégica para Leite no Rio Grande do Sul [3].
  • Vitrine Administrativa: Até o fim de seu mandato, ele segue como o principal exemplo de gestão eficiente do PSD no Sul, sendo usado por Kassab para atrair o eleitorado de centro e centro-esquerda que resiste ao perfil de Caiado
  • O grande desafio de Kassab:
    O presidente do PSD terá que atuar como um “equilibrista” para garantir que nenhum dos dois se sinta desprestigiado a ponto de abrir conversas com outras siglas (como o PL ou o Republicanos).