Da Redação
Publicado em: 15 de outubro de 2026 às 12:22
Márcio Canella, 2º deputado estadual mais votado do RJ, e Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil, são presos pela PF na Operação Unha e Carne 8
15 de out. de 2026 — Márcio Canella (União Brasil), foi preso nesta quinta-feira (15) na Operação Unha e Carne 8, deflagrada pela Polícia Federal (PF).
Márcio Canella e o delegado Marcus Amim foram presos pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, durante a deflagração da 8ª fase da Operação Unha e Carne. A investigação apura um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos por meio de uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro.
Segundo as investigações da Polícia Federal:
Suspeitas e Facção Criminosa: Os investigadores apontam o esquema como uma plataforma financeira estruturada para ocultar e branquear recursos ilícitos. De acordo com a PF, a operação teve origem no monitoramento de vazamentos de informações sigilosas para a facção criminosa Comando Vermelho (CV). As apurações indicam conexões de agentes públicos no suporte e proteção a essa rede criminosa.
Márcio Canella:
Ex-prefeito de Belford Roxo e eleito o segundo deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro pelo União Brasil nas últimas eleições, é apontado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, como o principal articulador político da organização, servindo de elo entre o núcleo empresarial dos postos de combustíveis e agentes públicos.
Marcus Amim:
Delegado e ex-secretário estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi preso preventivamente sob a acusação de integrar o núcleo central da organização. Anotações apreendidas pela PF indicam o nome dele como um dos destinatários de repasses financeiros vinculados aos postos investigados.
Outros Presos:
A ação também prendeu quatro inspetores da Polícia Civil fluminense — incluindo Pablo Jukia Felix Ferreira (conhecido como “Pablo Russo”), apontado como o principal operador de mais de 40 postos de combustíveis registrados em nome de familiares — e o secretário municipal de ordem pública de Belford Roxo, Christiano Gaspar Fernandes.
Medidas Judiciais e Defesas
O STF determinou o sequestro de bens e a suspensão de 112 empresas (incluindo 96 postos), com os investigados sujeitos a acusações que vão de organização criminosa a lavagem de dinheiro e cartel. As defesas de Canella e Amim aguardam acesso aos autos para se manifestar, enquanto a Corregedoria da Polícia Civil acompanha o caso e abriu apuração interna.
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