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Noite de terror no Rio: confrontos e sequestro de ônibus travam a Zona Norte da cidade

Ação Barricada

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Da Redação  do 8k / Fotos: Arquivo

Publicado em: 30 de janeiro de 2026 às 00:02

 

 

 

Madureira viveu momentos de guerra na noite de ontem. Operação policial na Serrinha resultou em intensos tiroteios, paralisação do BRT e pânico entre milhares de trabalhadores que tentavam voltar para casa.

RIO DE JANEIRO – O cenário de caos que se instalou na região de Madureira e Vaz Lobo nas últimas horas reforça a rotina de insegurança enfrentada pelos moradores da Zona Norte carioca. O que começou como uma operação de repressão ao tráfico de drogas na Favela da Serrinha rapidamente transbordou para as principais vias do bairro, afetando diretamente o direito de ir e vir da população.

O Cerco e a Reação

A ação da Polícia Militar, que visava desarticular lideranças criminosas e remover barricadas, foi recebida com forte resistência. Para impedir o avanço dos blindados, facções criminosas adotaram uma tática de guerrilha urbana já conhecida, mas sempre devastadora: o sequestro de ônibus. Veículos foram atravessados em vias estratégicas, servindo como barreiras físicas e escudos, o que forçou a interrupção imediata das linhas de BRT e de ônibus convencionais.

Pânico no Coração do Comércio

Nas proximidades do Mercadão de Madureira, um dos maiores entrepostos comerciais do Rio, o clima era de desespero. Comerciantes, sob ordens do crime organizado, foram obrigados a baixar as portas precocemente. “É um sentimento de impotência. A gente trabalha com medo e volta para casa sem saber se o caminho vai estar aberto”, relatou um balconista que preferiu não se identificar.

Além dos tiroteios, moradores relataram um aumento nos roubos a estabelecimentos e pedestres em meio à confusão generalizada.

Saldo da Operação

Em nota, a PM informou que a operação resultou na prisão de nomes importantes da hierarquia do tráfico local. Barricadas feitas de trilhos de ferro e concreto foram removidas com o auxílio de maquinário pesado. Apesar das prisões, o custo social foi alto: milhares de pessoas ficaram retidas em pontos de ônibus ou tiveram que buscar rotas alternativas a pé sob o som de disparos.

A situação na região permanece monitorada, mas o rastro de insegurança deixado pelos confrontos de ontem serve como um lembrete amargo da complexidade da segurança pública no Rio de Janeiro, onde o transporte público e o comércio tornam-se reféns de uma disputa territorial sem fim aparente.

Análise Visual da Tática de Obstrução

Para entender como esses episódios paralisam a cidade, veja abaixo como se organiza a dinâmica de bloqueios em áreas de conflito:

 

 

Cenário atual demonstra, segundo o SBT Rio, que a cidade, já registrou 19 casos de ônibus sequestrados para uso como barricada apenas neste início de ano, consolidando assim uma nova tática do crime organizado para substituir o incêndio de veículos. 

 

 

 

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