Banner 1 Banner 2
Instagram

Mendonça destrava investigações e torna-se peça-chave nos casos de fraudes do Master e INSS

Relatorias das fraudes

am 12
am 11
am 10
am 8
am 7
am 6
am 4
am 2
am 1
am 12 am 11 am 10 am 8 am 7 am 6 am 4 am 2 am 1

 

Redação do 8k / Fotos: Arquivo

Publicado em: 22 de fev de 2026 às 16:41

 

 

A recente ascensão do ministro André Mendonça como relator de casos centrais no Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido interpretada por analistas políticos como um momento de forte protagonismo e “empoderamento” dentro da Corte.

O Peso das Relatorias

Banco Master:

O caso envolve cifras bilionárias e questionamentos sobre operações financeiras complexas. Em um cenário onde o Judiciário decide o destino de grandes instituições, o relator vira o “árbitro” do mercado.

INSS: Aqui o impacto é social e fiscal. Qualquer decisão sobre revisões ou fluxos de pagamento afeta milhões de brasileiros e as contas públicas da União, colocando o ministro no centro do debate sobre o Orçamento.

Essa percepção baseia-se no fato de ele agora concentrar a relatoria de dois processos que se entrelaçam e possuem alto potencial de impacto político e financeiro:

Caso Banco Master

Mendonça assumiu a relatoria em fevereiro de 2026, substituindo o ministro Dias Toffoli. Desde que assumiu, ele tomou decisões que reverteram restrições anteriores, como a autorização para que a Polícia Federal retome perícias e depoimentos e o compartilhamento de dados com o Legislativo.

Fraudes no INSS

O ministro já era relator do inquérito que investiga descontos indevidos em folhas de pagamentos de aposentados. Recentemente, ele liberou o acesso da CPMI do INSS a dados sigilosos do banqueiro Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), unindo as duas frentes investigativas sob sua condução.

Por que isso é considerado estratégico?

A concentração desses casos sob um único ministro, especialmente um indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, gera tensão tanto no governo quanto no Congresso. Especialistas e veículos de imprensa como a Revista Veja classificam essas investigações como os “maiores escândalos da República” no momento, dado o volume de recursos envolvidos e o alcance das suspeitas sobre integrantes dos Três Poderes.

Ao restaurar a autonomia da Polícia Federal nessas investigações, Mendonça passa a ditar o ritmo de processos que podem atingir diversas figuras da elite política brasileira.

As investigações sobre o Banco Master e o INSS, agora sob a relatoria de André Mendonça, miram conexões que perpassam diversos campos do espectro político. Embora muitos nomes estejam sob sigilo ou em fase de análise pela Polícia Federal, os seguintes eixos e figuras têm sido frequentemente citados:

  1. Núcleo Político da Bahia (PT e Governo Lula)

O foco central nesta ala é o CredCesta, um programa de crédito consignado para servidores da Bahia.

Guido Mantega: O ex-ministro da Fazenda teria sido contratado pelo Master com salário de R$ 1 milhão mensal. Investiga-se se ele atuou para facilitar a venda de ativos do banco ao BRB.

Ricardo Lewandowski: O atual ministro da Justiça também teve seu escritório de advocacia prestando serviços ao banco antes de ele assumir a pasta, o que, embora negado como irregular, alimenta narrativas da oposição sobre a influência do banco em Brasília.

Rui Costa (Chefe da Casa Civil): Citado por ter estruturado o programa durante sua gestão como governador da Bahia.

Jaques Wagner (Líder do Governo no Senado): Mencionado devido à sua influência política no estado e à proximidade com empresários ligados ao banco.

Augusto “Guga” Lima

Ex-sócio do Banco Master e considerado uma figura com trânsito livre em alas do PT baiano.

  1. Gestão do BRB (Governo do Distrito Federal)

A investigação apura irregularidades na tentativa de compra de ativos do Master pelo Banco de Brasília (BRB).

Diretoria do BRB

Executivos como Robério Cesar Bonfim Mangueira (Superintendente) e Dário Oswaldo Garcia Junior (Diretor Financeiro) foram convocados para prestar depoimento.

A relação entre o banco público do DF e a instituição privada é um dos pontos críticos da Operação Compliance Zero.

  1. 3. Conexões no Judiciário e Legislativo

O material apreendido pela Polícia Federal indica um alcance ainda maior:

Ministro Dias Toffoli (STF)

Um relatório da PF apontou que Toffoli e Daniel Vorcaro (dono do Master) teriam se encontrado ao menos 10 vezes. Toffoli era o antigo relator e suas decisões anteriores, que restringiam as investigações, foram derrubadas por Mendonça.

Lideranças do Congresso

Relatórios da PF mencionam contatos de Vorcaro com diversos parlamentares e lideranças partidárias, o que motivou o Supremo Tribunal Federal a manter as apurações sob sua supervisão para preservar o foro privilegiado.

O Centrão e o Poder no Senado

Esta é a área de maior tensão para André Mendonça, pois envolve quem o sabatinou:

Davi Alcolumbre (União-AP): Aliados próximos e indicados do senador no Amapá (como a cúpula do fundo de previdência Amprev) são alvo da Operação Zona Cinzenta, que apura investimentos irregulares no Banco Master.

Partidos do Centrão (PP, União Brasil, Republicanos): O banco é apontado como um grande financiador e articulador com figuras dessas legendas, utilizando-se de trânsito livre no Congresso para expandir suas operações.

  1. Fraudes no INSS

Nesta frente, a CPMI do INSS investiga o uso de associações de fachada para descontos indevidos em aposentadorias.

Daniel Vorcaro

É o elo principal entre os dois casos, pois o Banco Master teria sido utilizado para processar os recursos oriundos dessas fraudes.

A investigação agora busca identificar quais políticos facilitaram o acesso dessas empresas aos sistemas do INSS e do Dataprev.

Até o momento, não existem evidências diretas ou denúncias formais que coloquem o presidente Lula como investigado ou beneficiário direto nos casos do Banco Master ou das fraudes no INSS.

No entanto, o nome do presidente aparece no radar político devido ao entorno de seu governo e à gravidade institucional das acusações:

Proximidade com Ministros

O maior risco político para Lula reside na citação de figuras do seu primeiro escalão, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner. Se as investigações da PF sob a relatoria de André Mendonça confirmarem o envolvimento dessas figuras em esquemas de corrupção ou favorecimento ao banco, o impacto recairá inevitavelmente sobre a gestão de Lula.

O “Fator Toffoli”

A PF identificou que o ministro Dias Toffoli, historicamente ligado ao PT e ao próprio Lula, manteve encontros frequentes com Daniel Vorcaro enquanto era relator do caso. A oposição utiliza esse fato para tentar construir uma narrativa de que o governo estaria tentando blindar o banco através de aliados no Judiciário.

Gestão do INSS

As fraudes no INSS ocorreram em diferentes gestões, mas a continuidade dos descontos indevidos e a dificuldade em cessar os repasses sob a atual administração têm sido alvo de críticas na CPMI do INSS. O foco aqui é se houve omissão deliberada de órgãos do Executivo.

Em resumo:

O envolvimento de Lula, por ora, é indireto e político, derivado da participação de seus aliados mais próximos nas investigações conduzidas pela Polícia Federal.

O Envolvimento da Família (Lulinha)

O ponto de maior sensibilidade pessoal e política para Lula é a citação de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha).

A Suspeita: A PF investiga se Lulinha seria um “sócio oculto” no esquema de fraudes de descontos indevidos em aposentadorias do INSS.O Vínculo: O nome dele teria surgido em mensagens e menções de terceiros ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes (conhecido como “Careca do INSS”) e à empresária Roberta Luchsinger.

Reação de Lula: Em entrevistas recentes, o presidente adotou um tom de cautela e firmeza, afirmando que “se tiver coisa, vai pagar o preço”, mas defende que o filho tem o direito de se defender e que citações por terceiros não são provas de crime.

As decisões recentes do ministro André Mendonça em fevereiro de 2026 marcaram uma mudança drástica no ritmo das investigações, removendo “blindagens” que haviam sido estabelecidas pelo relator anterior, Dias Toffoli.

As principais medidas que atingem o entorno do governo e seus aliados são:

  1. Desbloqueio de Provas e Perícias (Caso Banco Master)

Em 19 e 20 de fevereiro de 2026, Mendonça derrubou restrições que impediam a Polícia Federal de avançar sobre materiais apreendidos:

Acesso a Dispositivos

Autorizou a retomada imediata de perícias em cerca de 100 aparelhos eletrônicos (celulares e computadores) apreendidos na Operação Compliance Zero. Sob Toffoli, esse material estava “congelado” na PGR e só podia ser acessado com autorização específica do STF

Autonomia da PF

Restabeleceu o “fluxo ordinário” das investigações, permitindo que os delegados realizem depoimentos e diligências sem a necessidade de que tudo ocorra obrigatoriamente na sede do Supremo.

2. Compartilhamento de Dados com a CPMI (Caso INSS)

Mendonça reverteu uma barreira crítica que impedia o Congresso de acessar provas contra o banqueiro Daniel Vorcaro:

Dados Sigilosos

Determinou que a Presidência do Senado entregue imediatamente à Polícia Federal e à CPMI do INSS todos os dados obtidos via quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de Vorcaro.

Fim da “Custódia” no Senado

Anteriormente, Toffoli havia ordenado que essas provas ficassem guardadas apenas com a presidência do Senado, o que na prática impedia os parlamentares da comissão de utilizarem as informações nas sessões de depoimentos.

  1. 3. Foco em “Títulos Podres” e BRB

Mendonça autorizou o compartilhamento de evidências entre diferentes frentes investigativas (Operação Sem Desconto e Operação Compliance Zero). Isso permite que a PF cruze dados sobre:

A venda de créditos podres e contratos irregulares que envolvem o BRB (Banco de Brasília) e o Banco Master.

A investigação de como esses recursos podem ter transitado por contas de empresas ligadas a políticos com foro privilegiado.

  1. Controle sobre Novas Frentes

Embora tenha “empoderado” a PF, Mendonça estabeleceu que qualquer nova investigação ou inquérito derivado desses casos deve ser submetido à sua autorização prévia. Isso centraliza nele o poder de decidir quais “fios” da elite política serão puxados a seguir.

Contraponto

No dia 20 de fevereiro, o ministro também tomou uma decisão que favoreceu a defesa de Daniel Vorcaro, tornando seu depoimento à CPMI facultativo (ele tem o direito de não comparecer ou permanecer em silêncio para não produzir provas contra si).

×