A renúncia de Cláudio Castro (PL-RJ) e a vacância do cargo de vice-governador no Rio de Janeiro levaram o estado a uma situação de incerteza política. Com a necessidade de uma eleição suplementar para definir quem chefiará o Palácio Guanabara até o final de 2026, surgiram debates e impasses que culminaram em uma disputa judicial.
Por que o Rio terá de realizar eleição suplementar?
A dupla vacância nos cargos do Executivo, devido à renúncia do vice-governador e do governador, Cláudio Castro, tornou obrigatória a realização de uma nova eleição para completar o mandato até 31 de dezembro de 2026.
Qual foi o rito aprovado pela Alerj?
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou um rito para a eleição suplementar, prevendo um processo indireto com voto aberto e prazo reduzido de desincompatibilização para os candidatos.
Por que o tema chegou ao STF?
O modelo de eleição e as regras estabelecidas pela Alerj foram questionados no Supremo Tribunal Federal, com destaque para a contestação do prazo de desincompatibilização e o formato do voto.
Por que ministros contestam a eleição indireta?
Ministros do STF manifestaram entendimento de que a escolha do novo governador deveria ser feita por meio do voto direto da população, questionando a eleição indireta proposta pela Alerj.
O que Zanin decidiu na sexta?
O ministro Zanin suspendeu a eleição indireta e solicitou que o caso seja debatido presencialmente no plenário do STF, impedindo qualquer movimentação para eleger um novo governador até a decisão final.
Quando deve ser o julgamento presencial no STF?
A previsão é de que o julgamento ocorra na segunda semana de abril de 2026, aguardando a definição da pauta pelo presidente do STF.
Quais ações os ministros vão analisar?
Os ministros analisarão as ações relacionadas às regras eleitorais do Rio de Janeiro, incluindo a validade da lei aprovada pela Alerj e a solicitação do PSD para que a eleição seja direta.
Quando deve ser realizada a eleição?
Com a suspensão da eleição indireta, a data da eleição suplementar é incerta e dependerá da decisão final do STF, que poderá definir um novo prazo para a realização do pleito.
Até a posse do eleito, quem governa o Rio?
Enquanto não houver um novo governador eleito, o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), assumirá interinamente o cargo de governador, conforme previsto na Constituição Estadual.
Rio acumula casos de governadores com problemas na Justiça?
Além da atual crise política, o estado do Rio de Janeiro enfrenta um histórico de problemas envolvendo seus governadores, como Sérgio Cabral, Anthony Garotinho e Wilson Witzel, que também tiveram questões jurídicas em seus mandatos.
Fonte: https://g1.globo.com
