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‘Ladrão aí, ó’: entregadores filmaram e acusaram Cláudio Rafael de roubo antes de linchamento em Copacabana

‘Ladrão aí, ó’: entregadores filmaram e acusaram Cláudio Rafael de roubo antes de linchamento em Copacabana

 

 

Novas imagens da barbárie que chocou o país

 

'Ladrão aí, ó': entregadores filmaram e acusaram Cláudio Rafael de roubo antes de linchamento em Copacabana.

Linchamento em Copacabana: Caso Cláudio Rafael Expõe Violência e Mídia Social no Rio de Janeiro

Por Redação | Publicado em 26/08/2026

Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, foi brutalmente espancado até a morte em Copacabana, ao ser confundido de forma cruel com um ladrão de bicicleta na Zona Sul do Rio de Janeiro, após ser injustamente acusado. O crime contou com a participação de seguranças e entregadores, que filmaram a vítima e proferiram ameaças antes das agressões. A Polícia Civil investiga a dinâmica do linchamento, que durou cerca de nove minutos, e trabalha para identificar testemunhas que possam responder por omissão de socorro. linchamento

A Origem da Confusão e a Abordagem na Loja (linchamento)

Na noite de 11 de agosto, Cláudio Rafael saiu de sua residência, em Botafogo, pedalando a bicicleta de sua irmã. Por volta das 22h54, ele parou em uma loja de conveniência em Copacabana. Ao tentar obter um cigarro avulso e ser informado sobre a necessidade de pagamento, decidiu deixar o local.

Minutos depois, às 23h21, o segurança privado Davi Santos Machado abordou Rafael na entrada do estabelecimento para questionar a procedência da bicicleta. Segundo relatos de funcionários, Rafael respondeu que o veículo não lhe pertencia — referindo-se ao fato de ser de sua irmã.

  • Apreensão indevida: A bicicleta foi presa a galões de água por um dos seguranças.

  • Confronto inicial: O segurança Jorge Luiz Ricardo Dias retirou o veículo do local, gerando reação de Rafael, que tentou reaver o bem.

  • Perseguição: Davi armou-se com um porrete e passou a perseguir a vítima pelas ruas do bairro.

Gravação, Ameaças e Espancamento

A violência escalou perto da meia-noite, quando entregadores de aplicativo que aguardavam chamadas na região foram alertados sobre a presença de um suposto “ladrão de bicicleta”. Mobilizados pelos seguranças, os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva localizaram Rafael sentado na escadaria de um edifício residencial.

Antes de iniciarem as agressões físicas, os entregadores registraram a ação em vídeo usando telefones celulares, proferindo ameaças explícitas contra a vítima.

“Ladrão aí, ó. Tiver roubando aqui na Zona Sul, nós ‘vai’ dar uma coça, nós vai matar, mano.” — Registro em vídeo feito por um dos agressores.

A partir desse momento, teve início um ataque coordenado:

  1. Agressão inicial: Um homem não identificado desferiu o primeiro chute. linchamento

  2. Uso de arma branca: O segurança Davi atacou a vítima repetidamente com um pedaço de pau.

  3. Duração do ataque: A perícia e as investigações indicam que o espancamento durou cerca de nove minutos, somando 63 golpadas de madeira, além de socos e chutes.

Ação Policial e Desdobramentos Jurídicos

Após o fim do ataque, Cláudio Rafael permaneceu caído na calçada por cerca de 30 minutos até a chegada do socorro médico. Apesar de ter sido transportado ao hospital pelo Corpo de Bombeiros, ele não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Quatro envolvidos diretos foram identificados e presos preventivamente pela Polícia Civil: linchamento

  • Davi Santos Machado (Segurança) — Confessou a participação.

  • Jorge Luiz Ricardo Dias (Segurança) — Confessou a participação.

  • Felipe Eduardo dos Santos Silva (Entregador) — Confessou a participação.

  • Ailton José da Silva (Entregador) — Permaneceu em silêncio durante o depoimento.

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro segue analisando imagens de câmeras de segurança para mapear a conduta de outros presentes. O delegado responsável pelo caso, Ângelo Lages, informou que pessoas que testemunharam o espancamento sem prestar socorro ou acionar as autoridades poderão ser indiciadas por omissão de socorro.