A onipresença da publicidade das plataformas digitais de aposta-s esportivas e jogos de azar online, as bets, tem despertado preocupações entre defensores públicos que lidam com casos de superendividamento e acesso à saúde, especialmente entre a população de baixa renda.
Debates sobre o impacto da publicidade de bets (apostas)
Na terça-feira (7), as Comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa e de Assuntos Sociais do Senado debateram o tema da publicidade das apostas online. Defensores públicos expressaram preocupação com a superexposição das pessoas à publicidade das bets, destacando a presença massiva de anúncios em diversos meios, incluindo televisão, estádios de futebol e celulares.
Ideias paradoxais disseminadas pelas propagandas
Luciana Peles da Cunha, defensora pública, aponta que as propagandas das apostas tentam convencer o público de que o jogo é uma oportunidade de renda extra, o que pode ser enganoso. Ela destaca que, na realidade, as bets são jogos de azar nos quais a banca sempre sai vencedora, prejudicando muitos apostadores.
Impactos na saúde mental e necessidade de regulamentação
Defensores públicos defendem que as plataformas de jogos sofram restrições semelhantes às da publicidade de cigarros, visando proteger a população. A proliferação das apostas tem aumentado a demanda por serviços de defensoria pública e atendimento de saúde mental, indicando a necessidade de medidas urgentes para lidar com os impactos negativos do vício em jogos de azar.
Legalização e impacto econômico das apostas online no Brasil
A legalização das bets no Brasil ocorreu em 2018, com a regulamentação efetiva em 2023. O gasto dos brasileiros em plataformas de apostas online atingiu mais de R$ 30 bilhões mensais, comprometendo a renda de muitas famílias e levando à inadimplência de cerca de 270 mil delas. A CNC estima que as apostas retiraram R$ 143 bilhões do comércio varejista, equivalente ao volume de vendas dos períodos de Natal de 2024 e 2025.
