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CCJ da Câmara adia análise de PEC sobre redução da maioridade penal no Brasil

CCJ da Câmara adia análise de PEC sobre redução da maioridade penal no Brasil

CCJ adia votação da PEC que reduz maioridade penal para 16 anos

Proposta que reduz maioridade penal voltou ao debate na Câmara dos Deputados e divide parlamentares

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CCJ adia análise da PEC da maioridade penal

A Câmara dos Deputados adiou nesta terça-feira (19) a análise da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil.

A discussão acontecia na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, conhecida como CCJ, mas foi interrompida após o início da Ordem do Dia no plenário da Câmara.

Com isso, outras votações em andamento nas comissões também acabaram suspensas.

PEC propõe punição criminal para jovens de 16 anos

A proposta prevê que adolescentes a partir dos 16 anos passem a responder criminalmente como adultos em determinados casos.

Na prática, jovens condenados poderiam cumprir pena em presídios comuns, diferentemente do modelo atual previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA.

Hoje, adolescentes envolvidos em infrações graves são submetidos a medidas socioeducativas, com tempo máximo de internação de três anos.

O tema volta ao centro do debate político e jurídico no Congresso Nacional.

Texto também amplia direitos civis para jovens

Além da redução da maioridade penal, a PEC 32/15 também propõe ampliar direitos civis para jovens de 16 anos.

Entre os pontos incluídos na proposta estão:

  • Possibilidade de casamento

  • Celebração de contratos civis

  • Emissão de carteira de habilitação

  • Obrigatoriedade do voto

O texto é de autoria do deputado Coronel Assis, do Partido Liberal.

O parlamentar afirma que pesquisas indicam amplo apoio popular à redução da maioridade penal no país.

Relator defende foco apenas na questão criminal

Antes da interrupção da sessão, o relator da proposta apresentou parecer favorável à admissibilidade da PEC.

No entanto, o parlamentar defendeu que a emenda trate exclusivamente da responsabilização criminal dos jovens.

Segundo ele, incluir direitos civis no mesmo texto pode gerar conflitos jurídicos e ampliar divergências sobre a proposta.

A expectativa é que o tema volte à pauta da CCJ nas próximas semanas.

Debate divide parlamentares na Câmara (CCJ)

A discussão sobre a redução da maioridade penal continua dividindo opiniões entre deputados.

Parlamentares favoráveis argumentam que adolescentes envolvidos em crimes graves devem responder de forma mais rígida perante a lei.

Já opositores afirmam que a mudança não resolveria os problemas de violência e poderia ampliar a influência do crime organizado sobre jovens.

A deputada Talíria Petrone, do Partido Socialismo e Liberdade, criticou a proposta durante os debates na comissão.

Segundo ela, apenas uma pequena parcela dos atos infracionais cometidos por adolescentes é considerada grave.

Dados sobre adolescentes no sistema socioeducativo

Dados do Conselho Nacional de Justiça apontam que o Brasil possui cerca de 12 mil adolescentes em unidades de internação ou privação de liberdade.

O número representa menos de 1% dos aproximadamente 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Especialistas alertam que a entrada precoce de adolescentes no sistema prisional pode aumentar riscos de cooptação por facções criminosas.

Tema volta ao centro do debate nacional

A redução da maioridade penal é um dos temas mais debatidos no Congresso Nacional nas últimas décadas.

A proposta costuma ganhar força em momentos de aumento da violência ou de crimes de grande repercussão envolvendo adolescentes.

Ao mesmo tempo, entidades de direitos humanos e especialistas em segurança pública defendem investimentos em educação, prevenção e políticas sociais como alternativas ao endurecimento penal.

Conclusão

O adiamento da votação da PEC da maioridade penal mantém em aberto um dos debates mais sensíveis do cenário político brasileiro.

A proposta que reduz a idade de responsabilização criminal para 16 anos segue dividindo parlamentares, especialistas e setores da sociedade.

A expectativa agora é pela retomada da análise na CCJ da Câmara dos Deputados nas próximas sessões.