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Alerj exonera assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel após sua prisão

Alerj exonera assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel após sua prisão

Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete após determinação do STF envolvendo o deputado Thiago Rangel

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) publicou em edição extra do Diário Oficial, na noite de terça-feira (12), a exoneração de 40 assessores parlamentares e da chefe de gabinete do deputado Thiago Rangel. A medida ocorre em cumprimento a determinações do Supremo Tribunal Federal, que resultaram no afastamento do parlamentar de suas funções.

A decisão integra um desdobramento de uma operação da Polícia Federal que investiga supostas irregularidades na administração pública estadual, com foco em fraudes relacionadas à Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro.


Decisão do STF e prisão preventiva do deputado

O afastamento de Thiago Rangel foi determinado no contexto da quarta fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. O parlamentar foi preso preventivamente no âmbito das investigações que apuram suspeitas de fraudes envolvendo contratos e procedimentos administrativos na área da educação estadual.

A decisão foi analisada pela Primeira Turma do STF, que manteve a prisão preventiva do deputado. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, foi responsável pelas medidas cautelares que culminaram no afastamento das funções parlamentares e na reorganização do gabinete.

Com a manutenção da prisão, a Assembleia Legislativa ficou impedida de deliberar sobre eventual soltura ou retorno do parlamentar às atividades legislativas, seguindo a determinação judicial.


Exoneração de assessores e reorganização do gabinete

Com o afastamento de Thiago Rangel, a Alerj determinou a exoneração de todos os servidores vinculados diretamente ao gabinete do deputado, incluindo 40 assessores parlamentares e a chefe de gabinete.

A medida administrativa tem como objetivo adequar a estrutura legislativa à ausência do titular do mandato, além de cumprir integralmente as determinações judiciais relacionadas ao caso.

Esse tipo de reorganização é previsto em situações de afastamento judicial de parlamentares, especialmente quando há decisões que impedem o exercício imediato do mandato eletivo.


Posse do suplente na Assembleia Legislativa

Com a vacância temporária do mandato, o suplente Wellington José assumirá a cadeira de Thiago Rangel na Alerj.

Wellington José já exerceu mandato entre 2021 e 2022 e obteve votação expressiva nas eleições de 2022. Atualmente filiado ao partido União Brasil, ele retorna à Assembleia Legislativa em meio ao cenário de reorganização política provocado pelo afastamento do titular.

O novo parlamentar também é conhecido por sua atuação nas redes sociais e por manifestações de apoio a lideranças políticas regionais, incluindo figuras ligadas à presidência da Casa Legislativa.


Contexto da Operação Unha e Carne

A Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal, investiga suspeitas de irregularidades envolvendo contratos e possíveis esquemas de fraude na administração pública estadual. A investigação tem como foco principal a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro.

A quarta fase da operação resultou na prisão de agentes públicos e parlamentares, ampliando o alcance das apurações e gerando impacto direto na composição da Assembleia Legislativa.

Casos envolvendo parlamentares em operações policiais recentes têm contribuído para debates sobre transparência, controle de gastos públicos e fortalecimento de mecanismos de fiscalização institucional.


Histórico recente de prisões na Alerj

O episódio envolvendo Thiago Rangel se soma a outros casos recentes de parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro que enfrentaram medidas judiciais.

Nos últimos anos, operações policiais e decisões judiciais têm atingido membros do Legislativo estadual, refletindo um cenário de intensificação das investigações sobre corrupção e irregularidades administrativas no estado.

Esse contexto tem levado a frequentes mudanças na composição da Casa, com afastamentos, substituições e reorganizações de gabinetes.


Conclusão

A exoneração dos assessores e da chefe de gabinete de Thiago Rangel pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro ocorre em cumprimento a decisões do Supremo Tribunal Federal e marca mais um desdobramento da Operação Unha e Carne.

Com a prisão preventiva do parlamentar e a posse de seu suplente Wellington José, a Alerj passa por nova reorganização interna, em meio a investigações que seguem em andamento e continuam impactando o cenário político do estado.